um possível meio

depois de pegar prática na cozinha criei estratégias para economizar louça e não ter que lavar uma pilha de vasilha no final. criei também algumas manias. no escorredor os pratos vêm em ordem de tamanho, as xícaras ficam com as alças em determinada posição para ocupar menos espaço! coisas que alguns podem achar exagero e até chato. aliás, até eu acho isso um pouco chato.
então virei hippie e comecei a fazer meditação com um povo bem louco que cozinhava comida vegetariana. aprendi a cozinhar muitas das coisas que eles faziam já que virei vegetariana. aprendi cozinha vegetariana indiana com seus temperos maravilhosos. não usávamos cebola nem alho o que me deu uma paz no coração já que não gostava desses condimentos que todos usam tão indiscriminadamente.
depois abandonei a meditação mas continuei com a dieta vegetariana. comecei a fazer teatro e minha criatividade foi aguçada. comecei a querer inventar coisas na cozinha. me arriscava e minha família sofria.
conhecendo o Cyrano (que apresentou seu projeto de cafeteria autogerida-autosustentável-lugar-pra-pirar-na-batatinha), pude mergulhar em novos descobrimentos culinários através do Meta(C)afé. fizemos tantas coisas. nós meta(c)afezeiros! nos arriscamos a cozinhar para um batalhão. fizemos barracas, jantares, aniversários! inventamos o que quisemos. isso tem sido um bom meio. meio de descobrimento de novas possibilidades. de arriscar.